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Graças ao empenho das forças de segurança de Pernambuco, mais um feminicida foi retirado de circulação das ruas, encerrando com êxito um caso de grande repercussão. Sob o comando do delegado Roberto Lobo, da 2ª Delegacia de Polícia de Homicídios, foi cumprido, nesta quarta-feira (12), um mandado de prisão contra um homem de 47 anos. Ele é suspeito de matar a esposa e empurrar a mulher pela janela do primeiro andar da residência, a uma altura estimada de quatro metros. O caso, que aconteceu no dia 16 de fevereiro no bairro de Campina do Barreto, na Zona Norte do Recife, foi encerrado menos de um mês após o crime e contou com o apoio da Inteligência do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
A prisão foi realizada no bairro do Jordão e, para a Polícia Civil, não restam dúvidas de que o homem foi o autor do crime. “As provas periciais, que constataram a gravidade das lesões sofridas pela vítima, aliadas às provas testemunhais, nos levaram à conclusão de que ele foi o autor material do fato. Com base nessas provas sólidas, finalizamos o inquérito e o remetemos à Justiça, que expediu o mandado de prisão”, esclareceu o delegado, acrescentando que o autor foi indiciado por feminicídio, cometido por meio cruel. Inclusive, a própria filha solicitou uma medida protetiva contra o pai devido ao crime, mas ele a descumpriu. Após a captura, o homem foi conduzido para a delegacia para a realização dos procedimentos administrativos e, em seguida, levado ao Instituto de Medicina Legal (IML), onde fez exame de corpo delito e seguiu para o sistema penitenciário.
Durante a coletiva, o delegado explicou que, no dia do fato, apenas o casal estava na residência. A mulher havia retornado de viagem a pedido do marido, que tentou tomar o celular dela por acreditar em uma traição por parte da vítima. Segundo a investigação, o casal discutiu e o homem empurrou a massoterapeuta pelo pescoço, derrubando-a no chão e, por fim, empurrando-a pela janela. A vítima foi socorrida, mas não resistiu aos ferimentos. O homem fugiu para livrar o flagrante, se apresentou após três dias numa delegacia e negou o assassinato.
Com apoio irrestrito do Governo do Estado, a Secretaria de Defesa Social (SDS) segue empenhada em combater qualquer forma de violência contra a mulher, inclusive o feminicídio. “Casos absurdos como esse não podem mais ser tolerados e devem ser punidos com o rigor da lei. Por isso, as forças de segurança do Estado seguem na missão de combater esse ciclo de violência doméstica, seja física ou psicológica, e proteger todas as pernambucanas, de todas as regiões, o que é uma das prioridades do Programa Juntos pela Segurança”, pontuou a secretária de Defesa Social, em exercício, Dominique de Castro Oliveira.
Dentre as principais ações da SDS no combate à violência contra a mulher, está a Missão Acolhimento, iniciativa que consiste em um treinamento destinado às polícias Militar e Civil, capacitando sobre o atendimento humanizado às mulheres vítimas de violência, além da intensificação das ações da Patrulha Maria da Penha, da PMPE, que monitora 6.980 Medidas Protetivas de Urgência (MPUs) e já realizou 33.405 diligências, além de capacitações e ações de prevenção.
De acordo com os dados da Gerência Geral de Análise Criminal e Estatística (GGACE) da SDS, Pernambuco fechou o ano de 2024 com uma redução de 6,1% dos casos de feminicídios, saindo de 82 (2023) para 77 registros (2024). Dos 77 casos, 97% dos inquéritos foram resolvidos.
IMPORTÂNCIA DE DENUNCIAR – A SDS reforça o alerta para este tipo de crime, considerado um dos poucos em que o criminoso dá indícios de que cometerá. Assim, o órgão, em parceria com a Secretaria da Mulher, tem investido em campanhas de conscientização para que a mulher denuncie logo a primeira agressão que sofre.
Destaca, ainda, a importância das pessoas próximas, amigos e vizinhos colaborarem com a rede de proteção. Para denúncias e informações, a Ouvidoria Estadual da Mulher atende gratuitamente pelo telefone 0800.281.8187. Em caso de emergência policial, a orientação é ligar para o 190. A SDS dispõe, também, de serviço próprio para denúncia anônima, por meio de sua Ouvidoria, através dos números 181 ou 0800.081.5001.